Os que me seguem

domingo, 7 de setembro de 2008

Alexandre, meu amor


Tive quatro filhos meus, nascidos da minha barriga.E depois de vê-los criados e ainda sem netos, ajudo a amiga da minha filha a criar seu filho.
Ele já faz parte do meu coração, mas fico com o coração em frangalhos quando ele sente saudade do pai que desapareceu e da mãe que precisa desesperadamente trabalhar e muito, sem tempo para ficar o suficiente com ele.
É uma situação muito complicada porque sei que ele não é meu e sente falta da sua família: fala muito no pai, principalmente agora por ocasião dos dias dos pais, na avó, mãe do pai e morre de saudades da mãe....
Tem hora que tenho que largar tudo, desligar o fogo, se estou cozinhando, porque ele simplesmente está carente, querendo um colinho.....

Eu e minha família fazemos tudo por ele, mas ele sente falta da dele.....
Isso me entristece, meu marido fez um poema para ele que resume tudo o que sentimos:


Alexandre
Nelson Tostes Ramos
E ele me puxa o dedão
Me puxa pro chão
Para desenhar
E me dói o ciático
Me dói a artrite
E a tendinite
E todas as juntas me rangem
Mas eu vou

Desenho um cavalo
Que lembra um camelo
E o cachorro parece um ET
Mas ele me dá
Um sorriso de amigo

E me faz esquecer
Que me dói o ciático
Me dói a artrite
E a tendinite

E todas as juntas me rangem
E Agora eu sei
Que pro resto da vida
Sempre que ele chamar
Eu irei

E é exatamente assim que me sinto, nunca vou abandoná-lo e farei dele um homem feliz, esse é o meu objetivo hoje.


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